Quanto custa produzir Shorts com IA? Créditos vs. editor freelancer
Todo criador chega nessa conta: publicar cortes diariamente custa tempo ou dinheiro. Vamos colocar os números na mesa comparando os três caminhos — editor freelancer, fazer você mesmo e IA — para um cenário realista: 4 gravações de 1 hora por mês, gerando ~40 clipes.
Cenário 1: editor freelancer
No mercado brasileiro, um corte simples com legenda custa de R$ 20 a R$ 60 por clipe (editores de nicho cobram mais). Para 40 clipes/mês:
- 40 clipes × R$ 30 (média) = R$ 1.200/mês;
- + tempo de briefing, revisões e prazo de entrega (24-72h por lote).
Faz sentido quando você precisa de edição criativa (memes, B-roll, motion) — não para volume de cortes padronizados.
Cenário 2: você mesmo no editor
Custo em dinheiro: R$ 0 (ou a assinatura do editor). Custo real: 40 a 90 minutos por clipe entre selecionar trecho, cortar silêncio, legendar e exportar. Para 40 clipes, são 30 a 60 horas do seu mês — provavelmente a hora mais cara da operação é a sua.
Cenário 3: corte com IA
Ferramentas para cortar vídeo com IA cobram por minutos processados. No cut67, 1 crédito = 1 minuto analisado — e é você quem escolhe o trecho, então o vídeo inteiro não é cobrado de uma vez. A conta do nosso cenário fica assim:
- 4 gravações de 1 hora = 240 minutos = 240 créditos;
- isso cabe com folga no plano de entrada, que já vem com mais créditos do que esse volume consome;
- o mesmo pacote de 40 clipes sairia por R$ 1.200 com freelancer.
Em ordem de grandeza: o plano mensal custa uma fração do orçamento do freelancer para o mesmo volume — o custo por clipe cai de dezenas de reais para poucos reais, e a entrega vai de dias para minutos. Os valores exatos de cada plano e dos pacotes avulsos ficam na seção de planos, que mostra sempre o preço vigente.
Quando cada modelo vence
- IA: volume e constância (cortes diários de podcast, lives, aulas);
- Freelancer: peças especiais com edição criativa pesada;
- Híbrido (comum): IA para os cortes do dia a dia + editor para 2-3 peças-chave no mês.
Conta rápida: se o seu tempo vale R$ 50/h e você gasta 1h por clipe, cada corte manual custa R$ 50 — mesmo quando não sai dinheiro do bolso. Faça essa conta antes de comparar qualquer mensalidade; costuma ser ela que decide.
Os custos que não entram na comparação
As três contas acima comparam o que é fácil medir. Na operação real existem quatro custos que aparecem em qualquer um dos caminhos e que costumam decidir a diferença:
- Curadoria. Alguém precisa assistir ao que foi produzido e escolher o que publica. Não importa se o corte saiu do freelancer ou da IA: essa hora é sua.
- Retrabalho. Legenda com nome próprio errado, corte que começou cedo demais, template com a cor antiga da marca. Com freelancer isso é uma rodada de revisão e mais 24 horas de prazo; com IA é gerar de novo.
- Fila e prazo. Corte que depende de terceiro não existe no dia em que o assunto está quente. Para conteúdo de reação, o prazo é o produto.
- Armazenamento e organização. Quarenta clipes por mês viram 480 no ano. Sem nome de arquivo e pasta por episódio, o custo reaparece como tempo procurando.
A conta que importa: custo por clipe publicado
Quase todo mundo divide o valor do plano pelo número de cortes gerados. O número honesto é outro: divida pelo número de cortes que você de fato publicou. Se o mês gerou 40 e você publicou 12, o custo por clipe é mais que o triplo do que a planilha dizia.
Esse número é útil porque aponta para o lugar certo: quando ele está alto, o problema raramente é o preço da ferramenta — é a escolha do material de entrada. Vídeo enviado inteiro "para ver o que sai" produz muitos cortes medianos e poucos publicáveis.
| Sintoma | O que costuma ser |
|---|---|
| Muitos cortes gerados, poucos publicados | Material de entrada longo demais e sem seleção prévia |
| Retrabalho constante de legenda | Áudio ruim na gravação, não a transcrição |
| Créditos acabando antes do fim do mês | Vídeo completo enviado quando bastava um trecho |
| Clipes prontos que nunca são postados | Falta de rotina de publicação — o gargalo mudou de lugar |
Como reduzir o custo sem mudar de plano
- Recorte antes de enviar. É a economia mais direta: minuto que não entra não é cobrado.
- Salve um template com a cor, a fonte e o estilo de legenda da sua marca. Metade do retrabalho é acerto visual repetido em todo lote.
- Trabalhe em lote semanal. Um dia para gerar, revisar e agendar rende mais que abrir a ferramenta cinco vezes na semana.
- Revise a legenda antes de gerar, não depois. Corrigir texto custa segundos; renderizar de novo custa crédito.
- Reaproveite o acervo. O episódio de seis meses atrás custa o mesmo por minuto que o de ontem, e ninguém do público novo viu — assunto de reaproveitar vídeos antigos do canal.
Quando a IA não é a resposta
Vale dizer o que a conta não mostra. Se o seu volume é de dois ou três cortes por mês, nenhuma mensalidade se paga — o custo por clipe fica alto justamente porque o denominador é pequeno, e faz mais sentido usar pacote avulso ou editar você mesmo. E se o formato depende de edição criativa — memes, B-roll, motion, corte no ritmo da música —, a ferramenta entrega o esqueleto e o trabalho de fato continua com uma pessoa.
O ponto de virada costuma ser volume com constância: a partir de dez a quinze cortes por mês, publicados com regularidade, a conta muda de lado e o gargalo deixa de ser produção para virar curadoria.
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